entre quatro paredes


O abraço que arrepia a pele
e o cheiro que sobe às narinas
deixe-me tonto, embriagado
deixe o mundo rodar
até cansar na minha cama
deixe a luz fraca mostrar a cara
exausta, torcida
de quem voou aos céus
e trouxe mil estrelas brancas
como a tua pele
que o lençol ilumina
e a língua arrepia
para enfim sobrarmos calmos
mutilados de amor
às mercês do vento fraco e pausado
do demorado ventilador                                           (de teto)

Um comentário:

  1. olá! gostei desse, tenho um poema com o mesmo título... abraço e obrigado pela visita, fico contente que tenha gostado!

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